sábado, 13 de outubro de 2012
Uma Breve Análise do Setor de Supermercados no Brasil
No atual cenário corporativo – marcado
pela incerteza, complexidade e velocidade – onde os métodos e as técnicas
japonesas garantem produtividade às organizações e as permitiram trabalhar com
estoques mínimos.
A conseqüência disso é as empresas vivenciam uma fase em que as informações
passaram a ser fundamentais para sua própria sobrevivência no mercado.
Dessa
forma, o envolvimento dos colaboradores tornou-se fundamental nesse processo de
mudança a fim de atingir os resultados organizacionais.
Nesse
contexto o setor supermercadista brasileiro vem passando por uma enorme
transformação, uma vez que novas ferramentas gerenciais vêm sendo empregadas
como forma de se relacionar mais profundamente com seus consumidores.
Para
os supermercados essas tecnologias são tão importantes que analistas afirmam
que “só conseguirão permanecer no mercado aqueles que souberem administrá-las de
forma eficaz”.
E
a conseqüência disso foi que as lojas de vizinhança vêm aplicando
essas ferramentas gerenciais de forma mais eficaz, pois se constatou uma
acentuada tendência no aumento de participação dessa categoria no ranking de
supermercados (conforme últimos dados da ABAD – Associação Brasileira de
Atacadistas e Distribuidores).
O setor atacadista/distribuidor, que abastece o
auto-serviço com até quatro check-outs
(saídas de caixas), além de mercearias, bares e padarias, registrou 11% de
crescimento real em 2009 e 12,17% no primeiro quadrimestre deste ano,
O
Ranking ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) de 2009 ouviu cerca de 400
empresas de supermercados e constatou que elas vêm investindo em lojas com menores
áreas de vendas.
A preferência pelo supermercado de bairro ficou notória
em todas as categorias avaliadas.
Por outro lado, a participação de lojas com mais de 5
mil m2 sofreu pequena redução, de 0.7 ponto porcentual. Constatou-se que as lojas
de vizinhança são o ponto-de-venda mais visitado pela maior parcela da
população (a classe C), a qual tem um perfil de compras pequenas e mais
freqüentes.
Dessa forma, depois do grande crescimento dos
hipermercados, os líderes Carrefour e Pão de Açúcar apontam agora suas armas
para esse formato de loja.
Segundo fontes, o Carrefour planeja abrir cerca de 100
lojas de pequeno e de médio porte no Estado de São Paulo. O Grupo Pão de Açúcar
continuará investindo nas lojas Barateiro, para ocupar a faixa do mercado de
menor renda.
A expansão das lojas de vizinhança deverá acirrar a
concorrência no mercado varejista e, por esse motivo, iniciativas que
fortaleçam o varejo independente estimulando a sua profissionalização, são
cruciais para a sobrevivência desse importante segmento de mercado.
A estratégia adotada por eles não é concorrer com as
grandes redes do setor, muito menos estimular uma guerra de preços.
Sendo assim, os supermercados independentes devem
assumir sua função de loja de vizinhança, oferecendo atendimento diferenciado –
explorado pelas ferramentas de relacionamento – e um mix adequado de produtos
para esses consumidores.
Porém, o aumento da participação dos pequenos e médios
supermercados brasileiros requer estratégias corretivas em vários pontos
críticos de sua gestão, como a gestão financeira, a gestão de estoques e principalmente
o treinamento de seus colaboradores, a fim de envolvê-los nessa trajetória de
conquistar de espaços no ranking de supermercados brasileiros.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
VANTAGENS DAS EXPOSIÇÕES PROMOCIONAIS NAS LOJAS VAREJISTAS
O Que Uma Boa
Exposição de Produtos Pode Fazer Pela Marca? E Pelos Consumidores? Quais as
Vantagens da Exposição Promocional Para o Consumidor?
Uma das mais eficazes técnicas de Merchandising é a
exposição maciça de produtos nos pontos de vendas e uma adequada exposição de
mercadorias pode exercer um papel muito importante nas vendas no varejo.
À medida que o auto-serviço foi se desenvolvendo em número
de lojas e tráfego de consumidores, mais produtos se tornaram desejosos de
obter um lugar de destaque. O aumento da concorrência obrigou as organizações a
trabalharem mais profissionalmente na defesa de seus mercados e na atração de
novos consumidores.
Vejamos então o que uma adequada exposição promocional
pode fazer pela marca, pelos consumidores e pelos intermediários (lojas de varejo):
A)
Vantagens
da Exposição Promocional Para a Marca:
·
A EXPOSIÇÃO REFORÇA A FIDELIDADE DE MARCA:
Todos nós temos nossas preferências, nossas marcas prediletas mesmo quando
negamos qualquer fidelidade às marcas, quando queremos nos apresentar imunes
aos apelos da propaganda. Entretanto, ao vermos nossas marcas prediletas
expostas com destaque nas lojas onde compramos ficamos mais convencidos da
nossa fidelidade. Conseqüentemente, há necessidade de expor essas marcas com
destaque, de modo que os consumidores fiéis localizem facilmente suas marcas
preferidas.
- A EXPOSIÇÃO TRANSFORMA A PROPAGANDA EM VENDAS: a Propaganda é uma das mais importantes ferramentas do Marketing. Porém, como se trata de um processo de comunicação que se utiliza de veículos apropriados, não consegue completar a venda porque não põe o consumidor e o produto frente a frente. Sendo assim, pode-se concluir que é a exposição que completa essa tarefa, pois ela é o elo final de todo o processo de venda.
·
A EXPOSIÇÃO QUEBRA A MONOTONIA DA COMPRA:
Uma loja de auto-serviço sem exposições promocionais torna-se um sistema físico
linear e simétrico. Esse aspecto é tanto mais intenso quanto maior for a loja.
Sendo assim, uma exposição colorida quebra a monotonia e transforma o ambiente
em algo mais vivo e dinâmico, transformando assim o ato de comprar em algo mais
agradável.
·
DIMINUI
O IMPACTO DOS ESFORÇOS DA CONCORRÊNCIA: Se uma empresa tem o seu
produto muito bem exposto, limpo e com ótima aparência, ela conseguirá distrair
a atenção dos consumidores para o seu produto, fazendo com que até haja uma
troca de outro produto pelo dela, além de diminuir o impacto da concorrência.
·
EXPOR AUMENTA AS VENDAS: Segundo pesquisas,
o Merchandising é responsável por cerca de 70 % das compras não planejadas.
Portanto, quanto maior a exposição, maiores serão as possibilidades de vendas
de produtos.
B) Vantagens da Exposição Promocional Para o Consumidor:
·
EXPOR ESTIMULA A COMPRA POR IMPULSO: O
sucesso do sistema de venda pelo auto-serviço provém do fato de que esta
técnica faz o consumidor levar o produto que não estava em sua intenção de
compras.
·
EXPOSIÇÃO PROVOCA IDÉIAS: Hoje, devido a
permanência cada vez mais fora de seus lares, os consumidores costumam não
utilizar listas de compras, dependendo cada vez mais de lembretes nos pontos de
vendas. Realizando uma adequada exposição, a empresa lembrará ao consumidor
sobre sua marca.
·
A EXPOSIÇÃO TORNA A COMPRA MAIS FÁCIL: A
exposição bem feita deixa o produto fácil de ser encontrado e mais acessível ao
consumidor. E também evita falta de estoque.
·
A EXPOSIÇÃO DÁ MAIS VELOCIDADE ÀS COMPRAS:
Com a falta de tempo dos consumidores para as compras, o produto que está
visível em exposições especiais possibilita que o consumidor não perca tempo e
nem escolha entre vários concorrentes, tornando-se mais rápida sua decisão.
C) Vantagens
da Exposição Promocional Para os Intermediários (Lojas Varejistas):
·
A EXPOSIÇÃO AUMENTA A MÉDIA DE VENDAS:
Uma vez que a exposição bem feita estimula a compra por impulso,
automaticamente os consumidores tendem a comprar mais, aumentando assim o
ticket médio de compras na loja.
·
A EXPOSIÇÃO DESENVOLVE A FIDELIDADE À LOJA:
A loja que expõe seus produtos de forma ordenada, limpos e atraentes chama mais
atenção dos seus consumidores e,
conseqüentemente, cria fidelidade de compras à loja.
·
A EXPOSIÇÃO ATRAI NOVOS CONSUMIDORES: Elaborando
uma exposição bem colocada e visível, o varejista atrai novos consumidores para
a loja, além de ser recomendado pelos seus consumidores fiéis.
·
A EXPOSIÇÃO AUMENTA O LUCRO DOS PRODUTOS:
Uma vez que a exposição aumenta a venda e a venda aumenta o giro dos produtos,
logo o varejista aumenta sua rentabilidade.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Análise dos Consumidores – Uma Importante Etapa do Plano de Marketing
Estudiosos
do assunto vêm afirmando que Marketing é uma mistura especial de ciência e
arte. Ciência porque muitas empresas utilizam técnicas quantitativas para criar
e avaliar suas estratégias.
Mas, a arte do Marketing consiste em criar e
implementar um Plano de Marketing para seus produtos (ou serviços) que dê
resultados.
Um
Plano de Marketing é composto de algumas etapas, porém para que ele se torne
coerente e sustentado todos os aspectos de sua proposta precisam funcionar
juntos e fazerem sentido. Dessa forma, analisar os consumidores com
profundidade torna-se uma das principais etapas de qualquer estudo.
Todo
Plano de Marketing deveria começar com uma boa olhada nesse importantíssimo
elemento – o consumidor – porque as
pessoas não têm as mesmas necessidades e desejos.
O
objetivo dessa análise é identificar segmentos (ou grupos) de uma população com
necessidades parecidas, a fim de dirigir diretamente a eles os esforços de
Marketing. Sendo assim, nessa fase algumas perguntas são importantes:
A)
Qual é a categoria das necessidades dos consumidores? Ou seja, quem
precisa do meu produto e por quê? A pergunta pode parecer desnecessária, mas ao
obter respostas a essas perguntas o profissional de Marketing descobrirá o
mercado potencial para seu produto.
B)
Quem está comprando e quem está usando meu produto? Às vezes os
compradores de um determinado produto não são os consumidores finais. As
mulheres – por exemplo – compram cuecas e meias masculinas e, por isso mesmo,
não seria adequado para um anunciante veicular propaganda desses produtos num
jornal ( ou TV) de esportes.
C)
O que é um Processo de Compra? Compreender as etapas de compra levará os
profissionais de Marketing aos possíveis caminhos para alcançar seu
público-alvo. Também chamado de AIDA (Atenção,
Interesse, Desejo e Ação), o
processo de compra inclui todos os passos de um consumidor em direção à compra
de um produto (ou serviço). Pode incluir os seguintes passos alternativos:
·
Consciência (Interesse e Reconhecimento do Problema): Em um
determinado momento uma pessoa perceberá que está precisando de algo
(necessidade) e, nesse caso, a propaganda pode provocar essa necessidade.
Produtos de muito prestígio (roupas ou perfumes de estilistas famosos) podem
provocar desejo de compra, pois atendem a necessidades emocionais (amor ou
aceitação por parte de um determinado grupo). Diante disso, o profissional de
Marketing deve se perguntar: _ “Onde estão os consumidores que deverão ser
expostos à minha mensagem?”
·
Busca de Informações: As pessoas que precisam decidir sobre
a compra se defrontam com informações vindas de várias fontes como os
vendedores, as revistas especializadas, família, amigos e outros. Diante disso,
o profissional de Marketing deve ser responsável por abastecer seu mercado-alvo
de informações favoráveis aos seus produtos, quando e onde os compradores
potenciais tomem suas decisões de compra.
·
Avaliação de Alternativas: Dependendo da importância do produto,
os consumidores podem procurar maiores informações a respeito. Sendo assim,
colocar informações positivas onde os prospect’s (consumidores potenciais)
deverão olhar é uma das chaves do sucesso de um Plano de Marketing.
·
Decisão de Compra: Os profissionais de Marketing precisam
compreender o grau de risco envolvido numa compra. Através de algumas
ferramentas – propaganda, vendedores bem informados, ou materiais impressos – o
risco da compra pode ser reduzido, oferecendo-se aos prospect’s informações
sobre o nível de desempenho esperado, assim como proporcionando uma base de
comparação com os produtos concorrentes.
·
Avaliação (Comportamento Pós-Venda): “Será que eu cometi um
erro?” – eis aí uma pergunta que os compradores podem fazer-se. Remorsos ou
dissonância pós-compra podem descrever períodos de confusão, os quais
freqüentemente se seguem a uma compra. Sendo assim, o profissional de Marketing
deverá tentar assegurar aos prospect’s – através da propaganda,
por exemplo – de que eles não entrarão “numa fria” ao adquirirem seu produto.
D)
A pesquisa pode ajudar a compreender o Processo de Compra? Trata-se de
uma ferramenta que ajudará a compreender melhor o processo de compra, mostrando
ao profissional de Marketing para onde seus esforços devem ser direcionados.
Porém, antes de se dedicar a uma pesquisa o profissional de Marketing deve
perguntar a si próprio:
·
“Para
qual pergunta específica eu preciso de resposta?”
·
“Como
usarei essa informação, quando a conseguir?”
E)
O produto é de alto ou baixo envolvimento? Produtos diferentes fazem
surgir comportamentos de compra diferentes, em função do seu grau de importância
– para o usuário. Se o consumidor sentir alto grau de risco ao comprar
determinado produto, este pode ser considerado um produto de alto envolvimento.
Aparelhos de som estéreo e automóveis de luxo podem ser considerados produtos
de alto envolvimento, pois têm preços elevados e às vezes são difíceis de
comparar.
Para
ser bem sucedido, um profissional de Marketing deve tentar transformar seu
produto de baixo envolvimento em alto envolvimento, pois essa conversão
destacará seu produto dos demais concorrentes. Para isso:
- · Relacione Seu Produto a Uma Questão de Alto Envolvimento: Um exemplo clássico foi quando a P&G (Procter & Gamble) vinculou seu óleo de cozinha – sem colesterol – ao medo das mulheres de que seus maridos tenham um enfarte.
- · Utilize Uma Propaganda Envolvente: Elas devem criar mensagens de valor como posição social ou amor, em vez de promover apenas qualidades físicas (benefícios) do seu produto para diferenciá-lo dos concorrentes.
sábado, 22 de setembro de 2012
A Transição das Empresas Brasileiras e o Novo Papel dos Executivos
Até
meados dos anos 80 a maioria das organizações brasileiras era hiper
dimensionada e, muitas dessas empresas, ainda sobreviviam em função da euforia
consumista da sociedade oriunda dos anos 60 que, teimosamente, persistia nos
anos seguintes.
Mesmo
com a crise do petróleo dos anos 70 grandes empresas brasileiras vacilavam em flexibilizar
suas estruturas organizacionais, embora algumas delas até cortassem custos em
períodos de recessão econômica.
Mas,
tão logo a situação se estabilizava elas novamente “inchavam” suas fábricas e
escritórios porque acreditavam bastar forçar o cliente comprar seus produtos
(ou serviços). Ou seja, os consumidores tinham que se adequar ao gigantismo das
organizações.
Os
anos 90 foram marcados como o 1° período da transição
empresarial, pois a globalização da economia fez as empresas perceberam que
seus mercados não eram mais cativos e, nesse momento, elas se conscientizaram
de que só tinham uma saída – cortar “gorduras”.
Então
as organizações refizeram radicalmente seus negócios utilizando-se de
enxugamentos não planejados e, em conseqüência disso, muitas empresas acabaram
enxergando na Reengenharia uma oportunidade de cortarem custos
indiscriminadamente – sem culpas.
Porém,
essa metralhadora giratória causou enormes danos às organizações por se
esquecerem que só as idéias podem
surpreender a concorrência, conquistar mercados ou fornecer criatividade a um
negócio.
E
as idéias só estão presentes em mentes talentosas. Ou seja, no capital humano
Daí,
no início do século 21 começou-se a avaliar a importância do fator humano nas
organizações e, em função disso, deu-se início à 2ª transição empresarial – a valorização
do ser humano.
Liderando
equipes, criando soluções alternativas ou executando ações estratégicas são os executivos
que proporcionam vida às organizações e, se o cargo exercido se tornar um
suplício para eles, realizarão apenas atos mecânicos. E nada mais fora de
propósito nos dias atuais.
Dessa
forma, as organizações brasileiras necessitam de executivos com cabeças
límpidas, tranqüilas e capazes de oferecer idéias criativas. E tudo isso só
será alcançado através de ambientes que proporcionem prazer, pois conforme
pesquisa da Manager Assessoria em RH mais de 65% dos executivos
entrevistados afirmaram que, para se obter maior produtividade, somente através
da satisfação e do prazer no trabalho.
O
tradicional jargão utilizado pelos executivos de outrora para demonstrar
produtividade (“vestir a camisa da empresa”) tornou-se ultrapassado, uma vez
que 80% dos executivos entrevistados desconhecem a sensação de estresse e
apenas 16% não tiraram férias nos últimos três anos.
Isso
significa que eles querem aproveitar seu tempo livre com a família, mesmo que
tenham que ficar 10 ou 12 horas na empresa. Afinal, qual é o problema dedicar-se
12 horas por dia numa atividade prazerosa? – disseram muitos deles.
Sendo
assim, a pesquisa constatou que após a 2ª transição
empresarial o papel dos executivos mudou em relação às várias
transformações empresariais ocorridas no Brasil e no mundo.
Hoje
em dia os executivos sabem que as empresas não podem mais lhes garantir
estabilidade no emprego e, conforme a pesquisa, mais de 62% deles está
consciente de que somente resultados positivos lhes garantirão alguma
segurança.
A
natureza do emprego mudou e o profissional de hoje sabe que só se manterá na
organização se conseguir agregar valor aos produtos e serviços oferecidos pela
sua empresa.
Por
outro lado, as empresas só conseguirão contar com talentos se lhes acrescentar
conhecimentos e, dessa forma, a moeda de troca atual passou a ser o
conhecimento.
Tais
conhecimentos serão conseguidos pelos executivos em etapas anteriores de sua
vida profissional, levando-os para outra organização em melhores condições de
negociação graças a esse conhecimento adicional, o qual foi proporcionado pelo
seu emprego anterior.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Recursos Humanos – Conceitos Básicos.
Recursos
Humanos é um conjunto de princípios estratégicos e técnicos que contribuiu para
atrair, manter, motivar, treinar e desenvolver o patrimônio humano de qualquer organização. Pode-se
dizer então que, Recursos Humanos, seria o
ramo de especialização da ciência da Administração que desenvolve todas as
ações cujo objetivo é a integração do trabalhador no contexto da organização, e
o aumento de sua produtividade.
Diante
disso, pode-se afirmar que essa área da organização trata do recrutamento, da seleção, do treinamento,
do desenvolvimento, da manutenção, do controle e da avaliação
dos funcionários de uma empresa.
Sendo
assim, podemos inferir que a existência da área de Recursos Humanos está diretamente relacionada à melhora da
efetividade dos funcionários nas empresas, implicando na melhor efetividade
organizacional.
Conceitos
Gerenciar
pessoas se tornou uma atividade estratégica dentro das empresas, pois a
globalização e o acirramento da concorrência nivelaram as organizações em
termos de produtos e preços. Sendo assim, a cada momento fica mais importante
selecionar novos funcionários que demonstrem capacidade de absorção de novas
habilidades e uma forte tendência a reagir positivamente aos processos
motivacionais.
A
seleção de profissionais com esse perfil, aliada aos sistemas de avaliação de
desempenho – focados em resultados e complementados por sistemas motivacionais
– poderão levar as organizações a se destacarem no mercado.
Dessa
forma, a adoção do Gerenciamento de Pessoas será o grande diferencial entre as
empresas, visto que, cada vez mais, o bom atendimento aos clientes, a racionalização
dos custos, o cuidado com os bens da empresa e a permanente motivação de seus
Recursos Humanos serão condições básicas de sobrevivência num mercado cada vez
mais competitivo e globalizado.
Planejamento de
Recursos Humanos
É
o processo de decidir sobre os recursos humanos que serão necessários para
atingir os objetivos empresariais, dentro de um determinado período de tempo.
Trata-se de antecipar quais forças de trabalho e talentos humanos serão
necessários para a realização de uma ação organizacional futura.
A
tarefa de contratar pessoal começa com uma previsão sobre quantas pessoas – e
de que tipo – serão necessárias para realizar o trabalho na empresa. Essa
atividade é conhecida como “Planejamento de Recursos Humanos” e alguns autores
o definem como o processo de prever e promover o movimento de pessoas para
dentro – internamente – ou para fora de uma organização, com o objetivo de
apoiar a estratégia de negócios da organização. Portanto, o Planejamento de
Recursos Humanos consiste de quatro (4) fases:
q Planejamento para as necessidades futuras: um profissional de RH estima de quantas pessoas – e
com que habilidades – a organização irá necessitar para operar num futuro
previsível
q Planejamento para a rotatividade futura: o profissional prevê quantos funcionários atuais
permanecerão na empresa e, a diferença entre este número e o número de
empregados necessários, o levará à próxima etapa.
q Planejamento para recrutamento, seleção e demissões: a organização precisa se envolver em atividades de
recrutamento, seleção e demissões a fim de alcançar o número necessário de
empregados.
q Planejamento para treinamento e desenvolvimento: uma empresa sempre precisa de trabalhadores
experientes e competentes e, esta etapa, envolve o planejamento e as providências
para programas de treinamento e de desenvolvimento que assegurem o suprimento
contínuo de pessoas com habilidades adequadas.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Desenvolvendo Um Posicionamento Para Seus Produtos e Serviços
Quais as Alternativas
de Posicionamento Existentes?
O Que Sugere Michael Porter?
“Nenhuma
empresa pode ser boa em tudo” porque – na opinião de Michael Porter – a maioria
das organizações não tem recursos financeiros para esse fim. Em seu livro
“Estratégia Competitiva”, ele propôs três (3) alternativas:
·
A
empresa deveria se concentrar em obter “produtos
diferenciados”;
·
Liderança
em “preço baixo”; e
·
Atender
um “nicho específico” de mercado.
Para
Porter as organizações normalmente não têm dinheiro suficiente para serem boas
nas três coisas e, além disso, cada estratégia de posicionamento requer uma
cultura organizacional específica e uma gestão completamente diferente.
Entretanto,
alguns de seus críticos argumentavam que várias empresas já haviam conseguido ser
melhores tanto em produtos diferenciados quanto em preços baixos.
Dessa
forma, dois estudiosos em estratégia (Treacy e Wiersema) propuseram um contexto
com três alternativas – denominadas “disciplinas
de valor”.
Para
eles, uma organização poderia ser (a) “líder em
produtos”; (b) “operacionalmente
excelente” ou (c) “intima dos clientes”.
Treacy e Wiersema observaram que é muito difícil uma empresa ser a melhor nas
três coisas – ou até mesmo em duas –, pois as três disciplinas de valor exigem
diferentes sistemas gerenciais que conflitam entre si.
Empresas
operacionalmente excelentes – McDonalds, por exemplo – funcionam como máquinas
precisas e, se elas tentassem ser íntimas dos clientes, talvez não fossem
capazes de funcionar no nível da eficiência prometida. Sendo assim, esses dois
estudiosos propuseram quatro regras:
Tornar-se
o melhor em uma das três disciplinas de valor.
Alcançar
um adequado nível de desempenho nas outras duas áreas.
Investir
na melhoria de sua posição na disciplina escolhida, de forma a não perder sua
liderança para um concorrente.
Esforçar-se
para se tornar mais adequado nas outras duas disciplinas, pois a concorrência
sempre está elevando as expectativas dos clientes, quanto ao que se considera
adequado.
Portanto,
na busca por um posicionamento específico, as empresas devem considerar as
seguintes fontes possíveis:
·
Posicionamento Por Atributo: As empresas
podem se posicionar com certos atributos (ou aspectos) como uma cervejaria –
por exemplo – pode afirmar que seu produto é “o mais antigo do mercado” ou um
hotel descrever-se como o mais alto da região. Mas, esse tipo de posicionamento
é o mais fraco porque não divulga nenhum benefício real para os consumidores de
seus produtos (ou serviços).
·
Posicionamento Por Benefício: Nesse posicionamento,
o produto (ou serviço) promete certo benefício aos consumidores e os
profissionais de marketing trabalham basicamente com esse tipo. Exemplo: “OMO
lava mais branco”
·
Posicionamento Por Uso e/ou Aplicação: Nesse caso, o
produto é posicionado como o melhor para determinada finalidade. Exemplo: a
NIKE descreve um de seus tênis como sendo o melhor para corrida e, outro tipo,
como o melhor para jogar basquete.
·
Posicionamento Por Tipo de Usuário: Nesse caso o
produto é posicionado em função de certo grupo de consumidores. A Apple
Computer – por exemplo – descreve seus computadores como sendo os melhores para
os designers gráficos.
·
Posicionamento Contra o Concorrente: O produto (ou
serviço) sugere ser diferente ou melhor que o seu principal concorrente.
Exemplo: A locadora de veículos (AVIS) se descreve como uma organização que “se
empenha mais” (numa alusão ao seu principal concorrente – a HERTZ).
·
Posicionamento Por Categoria: Nesse caso, a
empresa pode se descrever como a líder na sua categoria. O melhor exemplo á a
Gillette, a qual virou sinônimo de lâmina de barbear.
Posicionamento Por
Preço / Qualidade: o produto é posicionado em determinado nível
de qualidade e preço. O melhor exemplo é o antigo perfume Chanel n° 5, o qual
durante muito tempo foi posicionado como um perfume de alta qualidade e preço
elevado.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Da Obsessão Pelo Planejamento do Japão à Reengenharia Americana
Durante
a década de 1970 / 1980, o Japão viveu seu momento de glória na Gestão
Empresarial, afastando-se da imagem de “imitador a baixo custo” para se impor
através da Qualidade.
Nesse
período o mundo conheceu – através do Japão – o “Kaizen”, o “Kanban”, o “Just-in-Time” e os
“Círculos de Qualidade”, matéria suficiente para uma obsessão duradoura do
Ocidente pelas práticas empresariais japonesas.
Em
1973 o primeiro choque petrolífero abalou as economias desenvolvidas, mas as
inovações vieram de todo o lado no exterior como o microprocessador em 1971, a fibra óptica em
1972 e o scanner em 1973.
Todos
esses produtos acabaram permitindo certa supremacia a tudo o que é pequeno,
ágil e interativo.
A
IBM – à época, uma das maiores empresas do mundo – acabou perdendo mercado,
enquanto empresas miúdas como a Apple, a Microsoft e a Intel preparavam, nas
garagens de suas casas, uma nova Revolução Industrial.
Nas
empresas americanas e européias, era uma época em que os mais lúcidos tentavam
agilizar as estruturas de suas organizações, através de métodos participativos
como o “orçamento de base zero” – por exemplo.
Porém,
quem realmente inovou nesse período foi o Japão, um país destruído pelo fogo
nuclear e penalizado – durante muito tempo – pela imagem negativa dos seus
produtos baratos e de péssima qualidade.
É
preciso render-se à evidência de que os japoneses aprenderam e, paradoxalmente,
foram dois americanos — Edwards Deming e Joseph Juran — que lhes transmitiram
este culto da qualidade, que não conseguiram vender aos seus compatriotas.
Deming
tinha planeado uma cruzada baseada no método PDCA: primeiro planejar; segundo
realizar; terceiro examinar os resultados; quarto continuar ou corrigir.
O
passo da Qualidade – visto como uma viagem e não como um objetivo – permitiu aos
japoneses integrá-lo como melhoria contínua, a qual eles batizaram de “kaizen”.
Outras
noções exóticas vieram na mesma leva, como o “just-in-time” (produção à
medida das necessidades), associado aos diversos zeros (estoques, prazo,
defeitos, etc.). E qual era o principal objetivo dos japoneses? Destruir as
fábricas que produziam avarias, acidentes, greves, desperdícios e poluição.
O
modelo foi introduzido na Toyota pelo engenheiro Taiichi Ohno e as suas idéias
são conhecidas como a produção em fluxos contínuos, o “kanban” (cartões que acompanham os produtos com as encomendas do
cliente) e o “jidoka” ou
auto-ativação da produção.
Por
tudo isso foi um período em que os japoneses passaram a exercer sobre a Europa
um verdadeiro fascínio, tornando-se mais tarde o centro da admiração do mundo
ocidental.
Da Excelência
Administrativa Japonesa à Reengenharia Americana.
Na década seguinte os estudiosos
em Gestão Empresarial pretendiam conduzir as empresas rumo à excelência, embora
muitas organizações citadas como modelo acabaram se tornando maus exemplos.
O segundo choque do
petróleo – da Revolução Iraniana – acabou colocando tudo na “estaca zero”. Nessa
época as organizações procuravam um ponto de referência. Apenas uma única coisa
era previsível: _ já não se conseguia mais prever o futuro.
Os especialistas em estratégia passavam por um
mau bocado, sem poder planejar nem encaixar a Gestão Empresarial em matrizes. O que não
significava que os “gurus” em Gestão tinham desaparecido.
Neste período falava-se muito da obra de
Mintzberg sobre as estruturas mentais dos Gestores Empresariais e como estes
empregavam seu tempo.
Mas, também se falava da teoria das vantagens
competitivas de Michael Porter. Este professor de Harvard inventou um vasto
método de análise setorial que abrangia fornecedores, clientes, produtos de
substituição, etc. — mas que esquecia os aspectos financeiros e humanos da
empresa.
Nos anos seguintes, dois terços das empresas
citadas por Porter (Atari, Avon, IBM, People Express, Wang, etc.) sofreram enormes
transformações ou mesmo desapareceram do mapa.
Para Michael Porter as novas empresas excelentes
eram as que conseguiam mudar e melhorar.
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