Qual o Principal Objetivo de Um Gerente? Por Que Muitos Gestores São Manipuladores? Um Gerente Deve Ter Cautela ou Coragem? Dependência ou Autonomia?domingo, 4 de novembro de 2012
A Arte de Administrar o Empowerment
Qual o Principal Objetivo de Um Gerente? Por Que Muitos Gestores São Manipuladores? Um Gerente Deve Ter Cautela ou Coragem? Dependência ou Autonomia?
O propósito fundamental de um Gerente bem sucedido é construir um departamento de que ele tenha orgulho. Nesse caminho, ele precisará criar uma unidade de alto desempenho que, ao mesmo tempo, trate bem seus membros e seus clientes.
Dessa forma, todas as vezes que os gestores agem como um exemplo a ser seguido estão realizando um ato político.
Mas, as organizações possuem recursos limitados e a maioria dos gerentes deseja pelo menos uma cota justa desses recursos para o seu setor.
Assim, os métodos que utilizam para alcançar esses recursos normalmente estão no coração da política corporativa convencional.
A) Manipulação: É muito comum Gerentes que progrediram profissionalmente em empresas tradicionais e hierárquicas – cercada de valores patriarcais – acreditarem que, para lidarem com a cultura dessas empresas, eles necessitem ser manipuladores. Conseqüentemente, muitos deles acabam lidando com informações de modo que os favoreçam ou – o que é pior – cometem o erro de invocar o nome de seus superiores hierárquicos a fim de obterem apoio para seus projetos. Outros se tornam calculistas quando lidam com seus superiores (ou colegas) e muitos gestores acreditam que, para subirem na hierarquia da organização, devem ser cautelosos ao dizerem a verdade. O problema é que aperfeiçoar-se nesta arte de manobras não é uma solução satisfatória, embora funcione eventualmente.
B) Autocegueira: É mais fácil observarmos atos políticos nos outros do que em nós mesmos e, em relação aos superiores hierárquicos, isso é uma expressão de nossa dependência. Observamos Gerentes temerem as pessoas de quem se sentem dependentes e, em conseqüência disso, acabaram se tornando cautelosos e atentos nas suas relações. Estudam seus superiores, tentando descobrir sua maneira de atuar, pesquisando seus gostos e tentando encontrar uma maneira de conquistar sua simpatia. Por outro lado, dentro de seus departamentos muitos gestores agem de outra forma porque, para eles, seus colaboradores dependem deles (Gerentes) e, por isso mesmo, têm menos a temer.
À despeito da realidade de que sempre existirá alguém na organização que tenha algum tipo de poder sobre nós, é importante lembrarmos que sempre existem escolhas e, a maneira como escolhemos, nos permitirá (ou não) construir um departamento de que tenhamos orgulho. Para alguns estudiosos do comportamento humano nossas escolhas são:
O Dilema Entre a Manutenção e a Grandeza
Muitos Gerentes têm medo de perder terreno e por isso se dedicam a tentativa de conservar o que já possuem. Na tentativa de subirem na hierarquia da organização muitos se tornam inseguros e, em conseqüência disso, criam o medo de cair.
Quanto maior a queda maior será o drama e, em função disso, muitos gestores adotam a postura da manutenção. A escolha pela manutenção é a escolha de ser guiado pelos outros e a crença nas políticas convencionais acaba se tornando a fonte da nossa insegurança.
A alternativa a isso é escolher a grandeza, a qual implica pequeno grau de arrogância e onipotência – o que é inapropriado para muitos de nós. A escolha da grandeza é o comprometimento de agir para alcançar metas de formas diferentes e, talvez, um pouco arriscadas.
Mas, seguir caminhos de alto risco onde os resultados podem ser duvidosos é a essência do espírito empreendedor e, por isso mesmo, acreditamos que os Gerentes devam obter a grandeza no contexto do seu trabalho.
Portanto, ser empreendedor e ser político (de maneira positiva, é claro) requer a escolha entre conservar o que temos ou optar por alguma forma de grandeza
Cautela Versus Coragem
A maioria das mensagens externas que recebemos exige alguma cautela e, o melhor exemplo disso, são as avaliações de desempenho. Elas nos lembram que existe um juiz à espreita a fim de assegurar que sigamos o caminho comum.
Fazer apresentações à diretoria também traz consigo a mensagem de ser cauteloso (a), pois é comum prepararmos trabalhos resumindo os pontos principais e depois ensaiarmos várias vezes.
A alternativa para a cautela é escolher ter coragem. Agir corajosamente é seguir um caminho diferente do usual; ou seja, é dizer que uma reunião não está boa quando todos parecem satisfeitos.
A coragem é requerida quando as posições ainda estão indefinidas ou quando sentirmos que a direção da empresa não está do nosso lado – por exemplo.
A opção pela auto-afirmação e pelo risco é um bom antídoto contra a cautela e conservação e, a parte mais difícil, está em perceber a diferença entre a coragem e o suicídio profissional.
Dependência Versus Autonomia
Autonomia é a atitude na qual nossas ações são nossas próprias escolhas pessoais e as organizações a que pertencemos são, em vários sentidos, frutos de nossa criação. Isso nos colocará no centro dos acontecimentos e com responsabilidade sobre o que está ocorrendo, tornando-nos a causa e não o efeito.
Por outro lado, quando nos sentimos dependentes, sempre esperamos que alguém acima (ou abaixo) de nós nos mostre o caminho. Na verdade, é confortável ser conduzido porque isso nos trás a sensação de segurança e, se seguirmos conforme os outros, nosso futuro estará assegurado.
Porém, o preço que pagamos pela dependência é a sensação de impotência e isso é o oposto do espírito empreendedor.
Quando optamos pela nossa autonomia percebemos que não existe nada a esperar, pois não precisamos de – quase – nada dos nossos superiores para criarmos um departamento através das nossas próprias escolhas.
Dessa forma, poderemos dar prosseguimento ao negócio de servir nossos colaboradores, clientes e gerenciar um departamento de que tenhamos orgulho e que expresse nossos próprios valores pessoais.
Portanto, ser político é ser um líder que preste serviços à sua equipe, contribuindo para criar oportunidades e inovando em soluções criativas. Ou seja, precisará conceder Empowerment aos seus colaboradores.
Diante disso, espera-se que os Gerentes aprendam a agir com Empowerment e assim tornar-se um político no melhor sentido da palavra.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Liderança Com Educação
Ninguém
precisa ser chato, autoritário e rabugento para ser um chefe competente. Liderar
e contagiar equipes com atitudes positivas exige boas maneiras e, acima de
tudo, elegância.
Mas,
parece incrível que em tempos tão cibernéticos como agora ainda existam profissionais
que usam o grito e o medo para liderar equipes. Talvez pela pressão sempre
crescente por resultados, talvez por falta de educação mesmo. Mas, hoje em dia,
com os recursos terapêuticos e de treinamento à disposição de todos, só é chefe
autoritário quem quer.
Assim, aqui vão algumas
dicas úteis que líderes e liderados podem usar para tornar o ambiente de
trabalho mais agradável, por pior que esteja a situação da empresa:
A)
Não grite: Nada mais desmotivador e desnecessário do que o
grito. Você acha que um profissional – independente da posição hierárquica –
vai fazer melhor porque o chefe ordenou algo aos berros? Gritos e impropérios
não são mais aceitos e pesam contra o gritalhão. Podem até redundar em
processos cíveis por danos morais. Onde está a
inteligência emocional? Em vez de gastar a garganta à toa, o líder deveria aprender
a ouvir a equipe e a entender o grau de
motivação pessoal e profissional de cada um. Dessa forma, ele deve argumentar
com calma e, se possível, procurando decisões de consenso.
B)
Um líder é, antes de tudo, um Solucionador de
Problemas. Mas se começar a arrumar atritos para implementar a
solução que considera adequada, ele passará a ser um criador de problemas. O
líder deve entender que, todos, inclusive ele, têm limites. Dessa forma, ele
não deve cobrar dos outros o que ele não consegue realizar. E, pode ser chato
lembrar, mas um líder é, antes de qualquer coisa, um operário-padrão.
C)
Não se
esqueça das palavras mágicas: Bom Dia! Por Favor! Obrigado!
Três expressões que abrem portas aparentemente instransponíveis e promovem
reações positivas, no mais renitente dos seres depressivos. Portanto, o líder
deve usá-las e abusar delas
D)
Auto-estima é fundamental: Nem sempre a baixa estima do líder induz a maus
resultados. Mas, com certeza a alta estima faz a equipe inteira sentir que pode
chegar aos objetivos com poucos passos. O líder com a auto-estima em dia
transmite garra e otimismo, transformando o ambiente de trabalho e liderando
com mais segurança e tranqüilidade.
E)
Seja pontual: O líder não precisa ser o primeiro a chegar. De fato, por conta de
compromissos variados, pode mesmo ser o último a iniciar o trabalho. Mas ele
deve deixar claro que tem um horário de chegar e de sair, todos os dias. O
líder não pode esquecer que ele é um exemplo a ser seguido.
F)
Líder elegante sabe delegar. O líder deve
delegar uma única vez ou à medida que o funcionário for realizando a tarefa. Mas,
seja qual for o método ele não deverá fazer da delegação uma forma de chamar a
atenção para si ou de privilegiar alguns membros da equipe. O líder deve ser o
primeiro a evitar que se formem “panelinhas” na equipe.
G)
Seja educado em todas as situações. Bons modos, acima de tudo! O
líder deve manter a calma, o controle e o equilíbrio em momentos difíceis e
embaraçosos. Agindo sem irritação e com serenidade, PEDINDO em vez de MANDANDO,
ele transmitirá serenidade e confiança para sua equipe de trabalho.
H)
Desenvolva a Inteligência Emocional da sua equipe.
O líder deverá utilizar sua sensibilidade para construir o respeito ao outro.
Dessa forma, ele deve conversar com todos sobre os assuntos mais importantes da
empresa e do departamento. Deve saber ouvir o que o funcionário tem a dizer,
devendo criticar na medida certa e elogiar sempre que achar necessário.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
INSTRUTOR: Saiba Fazer Perguntas
As
perguntas representam uma das ferramentas mais importantes para os Gerentes
atuando como Instrutores e elas são utilizadas frequentemente com as seguintes
finalidades:
·
Para despertar
interesse, curiosidade e enfocar a atenção da equipe no assunto;
·
Para estimular
debates, provocando reações;
·
Para guiar a
equipe em direção aos objetivos desejados;
·
Para determinar a
compreensão e o entendimento do grupo;
·
Para fixar a
atenção de um determinado participante; e
·
Para auxiliar um
participante tímido a expressar suas opiniões.
Tipos de Perguntas
Em
treinamento, normalmente são utilizados 4 (quatro) tipos de perguntas:
·
Perguntas Gerais: são dirigidas a toda a equipe, para que possam ser
respondidas por qualquer um. Sua função básica é estimular o pensamento de
todos e os debates. Geralmente são respondidas por um, embora vários outros
tentem respondê-las.
·
Perguntas de
Revezamento: mesmas perguntas feitas
a todos os participantes, para respostas individuais. É uma técnica eficiente
para envolver a todos e auxiliar a participação dos mais tímidos.
·
Perguntas
Diretas ou Específicas: como próprio
nome diz, esse tipo de pergunta é dirigido especificamente a um participante e
só ele deverá respondê-la.
·
Perguntas
Retóricas: esse tipo se refere a
perguntas genéricas dirigidas ao grupo, sem que sejam necessárias respostas.
Por exemplo: “Nós não desejamos passar o dia todo debatendo esse aspecto do
problema, não é verdade?”. É usado especialmente para estimular a equipe com
vistas a conclusões; após debates excessivos, sem resultados práticos.
Características de Perguntas Eficazes
Para
tornar suas perguntas eficazes, o Instrutor de seguir as seguintes regras:
·
Não fazer
perguntas fechadas
·
Fazer sempre
perguntas breves e facilmente respondidas
·
Refazer uma
pergunta sob outro ângulo (ou enfoque) caso a pergunta original não tenha sido
compreendida
·
Limitar cada
pergunta a um conceito principal
·
Sempre que
possível, fazer perguntas realmente objetivas
·
Planejar
previamente as perguntas com a necessária flexibilidade para eventuais ajustes,
conforme as perguntas
·
Dirigir as
perguntas ao grupo e, mesmo nos casos de perguntas diretas, fazê-las e designar
quem respondê-la (pois, citando o nome do participante antes de formular a
pergunta, pode levar os demais a não darem a devida atenção)
·
Distribuir
igualmente as perguntas, sem seguir uma ordem
·
Não formular
perguntas que criem antagonismos
·
Evitar perguntas que
ninguém possa responder, sejam perguntas gerais ou diretas
·
Formular
perguntas de modo amigável e sincero, em tom de voz que encoraje os
participantes
Manejando Resposta e Perguntas dos Participantes
Assim
como existem regras básicas para o Instrutor formular perguntas, também existem
regras para o manejo eficaz das respostas dos participantes.
E
são igualmente importantes, porque respostas manejadas inadequadamente causarão
desinteresse pelas perguntas seguintes ou pelo próprio assunto:
·
Dar tempo para a
resposta ser elaborada, em casos de perguntas diretas
·
Dar tempo maior
para a elaboração de respostas, em caso de perguntas gerais
·
Jamais responder
as próprias perguntas
·
Agradecer a todas
as perguntas e em caso de boas respostas, adicionar algum comentário favorável
Todo
Instrutor deve estar preparado para manejar perguntas formuladas pelos
participantes e a maioria delas deve ser respondida diretamente, por se
tratarem de perguntas de esclarecimentos.
Entretanto,
podem surgir perguntas para “encurralar” ou “testar o instrutor” e às vezes é
difícil distinguir as finalidades das perguntas, o que depende muito do
conhecimento que o instrutor possui de cada participante. Também podem surgir
perguntas que o instrutor não saiba a resposta, ou não queira responder.
Por
isso, as diretrizes abaixo ajudarão o instrutor a manejar perguntas em diversas
situações:
·
Responder quando
for possível uma resposta clara, lógica e convincente. Não sofismar e se for o
caso, solicitar a repetição da pergunta com maiores detalhes, exemplos ou
ilustrações.
·
Mesmo tendo a
resposta “na ponta da língua” dar tempo adequado para responder
·
Usar a técnica da
reversão, dirigida ao participante que formulou a pergunta
·
Nos casos em que
o instrutor não sabe responder: dizer que não sabe / oferecer-se para pesquisar
a respeito e informar depois / dirigir a pergunta a um dos participantes que
tenha condições efetivas de responder
·
Quando a pergunta
for relacionada a assunto ainda a ser abordado, anotá-lo para responder na hora
adequada. Não alterar o plano de aula ou a seqüência dos assuntos
·
Perguntas
irrelevantes (ou não referentes ao assunto) devem ser isoladas de forma
diplomática, ou conforme o caso, respondidas após a aula
·
Sempre manter a
calma, a cordialidade e o entusiasmo, lembrando que algumas perguntas podem
dizer respeito a um assunto que foi omitido.
sábado, 13 de outubro de 2012
Uma Breve Análise do Setor de Supermercados no Brasil
No atual cenário corporativo – marcado
pela incerteza, complexidade e velocidade – onde os métodos e as técnicas
japonesas garantem produtividade às organizações e as permitiram trabalhar com
estoques mínimos.
A conseqüência disso é as empresas vivenciam uma fase em que as informações
passaram a ser fundamentais para sua própria sobrevivência no mercado.
Dessa
forma, o envolvimento dos colaboradores tornou-se fundamental nesse processo de
mudança a fim de atingir os resultados organizacionais.
Nesse
contexto o setor supermercadista brasileiro vem passando por uma enorme
transformação, uma vez que novas ferramentas gerenciais vêm sendo empregadas
como forma de se relacionar mais profundamente com seus consumidores.
Para
os supermercados essas tecnologias são tão importantes que analistas afirmam
que “só conseguirão permanecer no mercado aqueles que souberem administrá-las de
forma eficaz”.
E
a conseqüência disso foi que as lojas de vizinhança vêm aplicando
essas ferramentas gerenciais de forma mais eficaz, pois se constatou uma
acentuada tendência no aumento de participação dessa categoria no ranking de
supermercados (conforme últimos dados da ABAD – Associação Brasileira de
Atacadistas e Distribuidores).
O setor atacadista/distribuidor, que abastece o
auto-serviço com até quatro check-outs
(saídas de caixas), além de mercearias, bares e padarias, registrou 11% de
crescimento real em 2009 e 12,17% no primeiro quadrimestre deste ano,
O
Ranking ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) de 2009 ouviu cerca de 400
empresas de supermercados e constatou que elas vêm investindo em lojas com menores
áreas de vendas.
A preferência pelo supermercado de bairro ficou notória
em todas as categorias avaliadas.
Por outro lado, a participação de lojas com mais de 5
mil m2 sofreu pequena redução, de 0.7 ponto porcentual. Constatou-se que as lojas
de vizinhança são o ponto-de-venda mais visitado pela maior parcela da
população (a classe C), a qual tem um perfil de compras pequenas e mais
freqüentes.
Dessa forma, depois do grande crescimento dos
hipermercados, os líderes Carrefour e Pão de Açúcar apontam agora suas armas
para esse formato de loja.
Segundo fontes, o Carrefour planeja abrir cerca de 100
lojas de pequeno e de médio porte no Estado de São Paulo. O Grupo Pão de Açúcar
continuará investindo nas lojas Barateiro, para ocupar a faixa do mercado de
menor renda.
A expansão das lojas de vizinhança deverá acirrar a
concorrência no mercado varejista e, por esse motivo, iniciativas que
fortaleçam o varejo independente estimulando a sua profissionalização, são
cruciais para a sobrevivência desse importante segmento de mercado.
A estratégia adotada por eles não é concorrer com as
grandes redes do setor, muito menos estimular uma guerra de preços.
Sendo assim, os supermercados independentes devem
assumir sua função de loja de vizinhança, oferecendo atendimento diferenciado –
explorado pelas ferramentas de relacionamento – e um mix adequado de produtos
para esses consumidores.
Porém, o aumento da participação dos pequenos e médios
supermercados brasileiros requer estratégias corretivas em vários pontos
críticos de sua gestão, como a gestão financeira, a gestão de estoques e principalmente
o treinamento de seus colaboradores, a fim de envolvê-los nessa trajetória de
conquistar de espaços no ranking de supermercados brasileiros.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
VANTAGENS DAS EXPOSIÇÕES PROMOCIONAIS NAS LOJAS VAREJISTAS
O Que Uma Boa
Exposição de Produtos Pode Fazer Pela Marca? E Pelos Consumidores? Quais as
Vantagens da Exposição Promocional Para o Consumidor?
Uma das mais eficazes técnicas de Merchandising é a
exposição maciça de produtos nos pontos de vendas e uma adequada exposição de
mercadorias pode exercer um papel muito importante nas vendas no varejo.
À medida que o auto-serviço foi se desenvolvendo em número
de lojas e tráfego de consumidores, mais produtos se tornaram desejosos de
obter um lugar de destaque. O aumento da concorrência obrigou as organizações a
trabalharem mais profissionalmente na defesa de seus mercados e na atração de
novos consumidores.
Vejamos então o que uma adequada exposição promocional
pode fazer pela marca, pelos consumidores e pelos intermediários (lojas de varejo):
A)
Vantagens
da Exposição Promocional Para a Marca:
·
A EXPOSIÇÃO REFORÇA A FIDELIDADE DE MARCA:
Todos nós temos nossas preferências, nossas marcas prediletas mesmo quando
negamos qualquer fidelidade às marcas, quando queremos nos apresentar imunes
aos apelos da propaganda. Entretanto, ao vermos nossas marcas prediletas
expostas com destaque nas lojas onde compramos ficamos mais convencidos da
nossa fidelidade. Conseqüentemente, há necessidade de expor essas marcas com
destaque, de modo que os consumidores fiéis localizem facilmente suas marcas
preferidas.
- A EXPOSIÇÃO TRANSFORMA A PROPAGANDA EM VENDAS: a Propaganda é uma das mais importantes ferramentas do Marketing. Porém, como se trata de um processo de comunicação que se utiliza de veículos apropriados, não consegue completar a venda porque não põe o consumidor e o produto frente a frente. Sendo assim, pode-se concluir que é a exposição que completa essa tarefa, pois ela é o elo final de todo o processo de venda.
·
A EXPOSIÇÃO QUEBRA A MONOTONIA DA COMPRA:
Uma loja de auto-serviço sem exposições promocionais torna-se um sistema físico
linear e simétrico. Esse aspecto é tanto mais intenso quanto maior for a loja.
Sendo assim, uma exposição colorida quebra a monotonia e transforma o ambiente
em algo mais vivo e dinâmico, transformando assim o ato de comprar em algo mais
agradável.
·
DIMINUI
O IMPACTO DOS ESFORÇOS DA CONCORRÊNCIA: Se uma empresa tem o seu
produto muito bem exposto, limpo e com ótima aparência, ela conseguirá distrair
a atenção dos consumidores para o seu produto, fazendo com que até haja uma
troca de outro produto pelo dela, além de diminuir o impacto da concorrência.
·
EXPOR AUMENTA AS VENDAS: Segundo pesquisas,
o Merchandising é responsável por cerca de 70 % das compras não planejadas.
Portanto, quanto maior a exposição, maiores serão as possibilidades de vendas
de produtos.
B) Vantagens da Exposição Promocional Para o Consumidor:
·
EXPOR ESTIMULA A COMPRA POR IMPULSO: O
sucesso do sistema de venda pelo auto-serviço provém do fato de que esta
técnica faz o consumidor levar o produto que não estava em sua intenção de
compras.
·
EXPOSIÇÃO PROVOCA IDÉIAS: Hoje, devido a
permanência cada vez mais fora de seus lares, os consumidores costumam não
utilizar listas de compras, dependendo cada vez mais de lembretes nos pontos de
vendas. Realizando uma adequada exposição, a empresa lembrará ao consumidor
sobre sua marca.
·
A EXPOSIÇÃO TORNA A COMPRA MAIS FÁCIL: A
exposição bem feita deixa o produto fácil de ser encontrado e mais acessível ao
consumidor. E também evita falta de estoque.
·
A EXPOSIÇÃO DÁ MAIS VELOCIDADE ÀS COMPRAS:
Com a falta de tempo dos consumidores para as compras, o produto que está
visível em exposições especiais possibilita que o consumidor não perca tempo e
nem escolha entre vários concorrentes, tornando-se mais rápida sua decisão.
C) Vantagens
da Exposição Promocional Para os Intermediários (Lojas Varejistas):
·
A EXPOSIÇÃO AUMENTA A MÉDIA DE VENDAS:
Uma vez que a exposição bem feita estimula a compra por impulso,
automaticamente os consumidores tendem a comprar mais, aumentando assim o
ticket médio de compras na loja.
·
A EXPOSIÇÃO DESENVOLVE A FIDELIDADE À LOJA:
A loja que expõe seus produtos de forma ordenada, limpos e atraentes chama mais
atenção dos seus consumidores e,
conseqüentemente, cria fidelidade de compras à loja.
·
A EXPOSIÇÃO ATRAI NOVOS CONSUMIDORES: Elaborando
uma exposição bem colocada e visível, o varejista atrai novos consumidores para
a loja, além de ser recomendado pelos seus consumidores fiéis.
·
A EXPOSIÇÃO AUMENTA O LUCRO DOS PRODUTOS:
Uma vez que a exposição aumenta a venda e a venda aumenta o giro dos produtos,
logo o varejista aumenta sua rentabilidade.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Análise dos Consumidores – Uma Importante Etapa do Plano de Marketing
Estudiosos
do assunto vêm afirmando que Marketing é uma mistura especial de ciência e
arte. Ciência porque muitas empresas utilizam técnicas quantitativas para criar
e avaliar suas estratégias.
Mas, a arte do Marketing consiste em criar e
implementar um Plano de Marketing para seus produtos (ou serviços) que dê
resultados.
Um
Plano de Marketing é composto de algumas etapas, porém para que ele se torne
coerente e sustentado todos os aspectos de sua proposta precisam funcionar
juntos e fazerem sentido. Dessa forma, analisar os consumidores com
profundidade torna-se uma das principais etapas de qualquer estudo.
Todo
Plano de Marketing deveria começar com uma boa olhada nesse importantíssimo
elemento – o consumidor – porque as
pessoas não têm as mesmas necessidades e desejos.
O
objetivo dessa análise é identificar segmentos (ou grupos) de uma população com
necessidades parecidas, a fim de dirigir diretamente a eles os esforços de
Marketing. Sendo assim, nessa fase algumas perguntas são importantes:
A)
Qual é a categoria das necessidades dos consumidores? Ou seja, quem
precisa do meu produto e por quê? A pergunta pode parecer desnecessária, mas ao
obter respostas a essas perguntas o profissional de Marketing descobrirá o
mercado potencial para seu produto.
B)
Quem está comprando e quem está usando meu produto? Às vezes os
compradores de um determinado produto não são os consumidores finais. As
mulheres – por exemplo – compram cuecas e meias masculinas e, por isso mesmo,
não seria adequado para um anunciante veicular propaganda desses produtos num
jornal ( ou TV) de esportes.
C)
O que é um Processo de Compra? Compreender as etapas de compra levará os
profissionais de Marketing aos possíveis caminhos para alcançar seu
público-alvo. Também chamado de AIDA (Atenção,
Interesse, Desejo e Ação), o
processo de compra inclui todos os passos de um consumidor em direção à compra
de um produto (ou serviço). Pode incluir os seguintes passos alternativos:
·
Consciência (Interesse e Reconhecimento do Problema): Em um
determinado momento uma pessoa perceberá que está precisando de algo
(necessidade) e, nesse caso, a propaganda pode provocar essa necessidade.
Produtos de muito prestígio (roupas ou perfumes de estilistas famosos) podem
provocar desejo de compra, pois atendem a necessidades emocionais (amor ou
aceitação por parte de um determinado grupo). Diante disso, o profissional de
Marketing deve se perguntar: _ “Onde estão os consumidores que deverão ser
expostos à minha mensagem?”
·
Busca de Informações: As pessoas que precisam decidir sobre
a compra se defrontam com informações vindas de várias fontes como os
vendedores, as revistas especializadas, família, amigos e outros. Diante disso,
o profissional de Marketing deve ser responsável por abastecer seu mercado-alvo
de informações favoráveis aos seus produtos, quando e onde os compradores
potenciais tomem suas decisões de compra.
·
Avaliação de Alternativas: Dependendo da importância do produto,
os consumidores podem procurar maiores informações a respeito. Sendo assim,
colocar informações positivas onde os prospect’s (consumidores potenciais)
deverão olhar é uma das chaves do sucesso de um Plano de Marketing.
·
Decisão de Compra: Os profissionais de Marketing precisam
compreender o grau de risco envolvido numa compra. Através de algumas
ferramentas – propaganda, vendedores bem informados, ou materiais impressos – o
risco da compra pode ser reduzido, oferecendo-se aos prospect’s informações
sobre o nível de desempenho esperado, assim como proporcionando uma base de
comparação com os produtos concorrentes.
·
Avaliação (Comportamento Pós-Venda): “Será que eu cometi um
erro?” – eis aí uma pergunta que os compradores podem fazer-se. Remorsos ou
dissonância pós-compra podem descrever períodos de confusão, os quais
freqüentemente se seguem a uma compra. Sendo assim, o profissional de Marketing
deverá tentar assegurar aos prospect’s – através da propaganda,
por exemplo – de que eles não entrarão “numa fria” ao adquirirem seu produto.
D)
A pesquisa pode ajudar a compreender o Processo de Compra? Trata-se de
uma ferramenta que ajudará a compreender melhor o processo de compra, mostrando
ao profissional de Marketing para onde seus esforços devem ser direcionados.
Porém, antes de se dedicar a uma pesquisa o profissional de Marketing deve
perguntar a si próprio:
·
“Para
qual pergunta específica eu preciso de resposta?”
·
“Como
usarei essa informação, quando a conseguir?”
E)
O produto é de alto ou baixo envolvimento? Produtos diferentes fazem
surgir comportamentos de compra diferentes, em função do seu grau de importância
– para o usuário. Se o consumidor sentir alto grau de risco ao comprar
determinado produto, este pode ser considerado um produto de alto envolvimento.
Aparelhos de som estéreo e automóveis de luxo podem ser considerados produtos
de alto envolvimento, pois têm preços elevados e às vezes são difíceis de
comparar.
Para
ser bem sucedido, um profissional de Marketing deve tentar transformar seu
produto de baixo envolvimento em alto envolvimento, pois essa conversão
destacará seu produto dos demais concorrentes. Para isso:
- · Relacione Seu Produto a Uma Questão de Alto Envolvimento: Um exemplo clássico foi quando a P&G (Procter & Gamble) vinculou seu óleo de cozinha – sem colesterol – ao medo das mulheres de que seus maridos tenham um enfarte.
- · Utilize Uma Propaganda Envolvente: Elas devem criar mensagens de valor como posição social ou amor, em vez de promover apenas qualidades físicas (benefícios) do seu produto para diferenciá-lo dos concorrentes.
sábado, 22 de setembro de 2012
A Transição das Empresas Brasileiras e o Novo Papel dos Executivos
Até
meados dos anos 80 a maioria das organizações brasileiras era hiper
dimensionada e, muitas dessas empresas, ainda sobreviviam em função da euforia
consumista da sociedade oriunda dos anos 60 que, teimosamente, persistia nos
anos seguintes.
Mesmo
com a crise do petróleo dos anos 70 grandes empresas brasileiras vacilavam em flexibilizar
suas estruturas organizacionais, embora algumas delas até cortassem custos em
períodos de recessão econômica.
Mas,
tão logo a situação se estabilizava elas novamente “inchavam” suas fábricas e
escritórios porque acreditavam bastar forçar o cliente comprar seus produtos
(ou serviços). Ou seja, os consumidores tinham que se adequar ao gigantismo das
organizações.
Os
anos 90 foram marcados como o 1° período da transição
empresarial, pois a globalização da economia fez as empresas perceberam que
seus mercados não eram mais cativos e, nesse momento, elas se conscientizaram
de que só tinham uma saída – cortar “gorduras”.
Então
as organizações refizeram radicalmente seus negócios utilizando-se de
enxugamentos não planejados e, em conseqüência disso, muitas empresas acabaram
enxergando na Reengenharia uma oportunidade de cortarem custos
indiscriminadamente – sem culpas.
Porém,
essa metralhadora giratória causou enormes danos às organizações por se
esquecerem que só as idéias podem
surpreender a concorrência, conquistar mercados ou fornecer criatividade a um
negócio.
E
as idéias só estão presentes em mentes talentosas. Ou seja, no capital humano
Daí,
no início do século 21 começou-se a avaliar a importância do fator humano nas
organizações e, em função disso, deu-se início à 2ª transição empresarial – a valorização
do ser humano.
Liderando
equipes, criando soluções alternativas ou executando ações estratégicas são os executivos
que proporcionam vida às organizações e, se o cargo exercido se tornar um
suplício para eles, realizarão apenas atos mecânicos. E nada mais fora de
propósito nos dias atuais.
Dessa
forma, as organizações brasileiras necessitam de executivos com cabeças
límpidas, tranqüilas e capazes de oferecer idéias criativas. E tudo isso só
será alcançado através de ambientes que proporcionem prazer, pois conforme
pesquisa da Manager Assessoria em RH mais de 65% dos executivos
entrevistados afirmaram que, para se obter maior produtividade, somente através
da satisfação e do prazer no trabalho.
O
tradicional jargão utilizado pelos executivos de outrora para demonstrar
produtividade (“vestir a camisa da empresa”) tornou-se ultrapassado, uma vez
que 80% dos executivos entrevistados desconhecem a sensação de estresse e
apenas 16% não tiraram férias nos últimos três anos.
Isso
significa que eles querem aproveitar seu tempo livre com a família, mesmo que
tenham que ficar 10 ou 12 horas na empresa. Afinal, qual é o problema dedicar-se
12 horas por dia numa atividade prazerosa? – disseram muitos deles.
Sendo
assim, a pesquisa constatou que após a 2ª transição
empresarial o papel dos executivos mudou em relação às várias
transformações empresariais ocorridas no Brasil e no mundo.
Hoje
em dia os executivos sabem que as empresas não podem mais lhes garantir
estabilidade no emprego e, conforme a pesquisa, mais de 62% deles está
consciente de que somente resultados positivos lhes garantirão alguma
segurança.
A
natureza do emprego mudou e o profissional de hoje sabe que só se manterá na
organização se conseguir agregar valor aos produtos e serviços oferecidos pela
sua empresa.
Por
outro lado, as empresas só conseguirão contar com talentos se lhes acrescentar
conhecimentos e, dessa forma, a moeda de troca atual passou a ser o
conhecimento.
Tais
conhecimentos serão conseguidos pelos executivos em etapas anteriores de sua
vida profissional, levando-os para outra organização em melhores condições de
negociação graças a esse conhecimento adicional, o qual foi proporcionado pelo
seu emprego anterior.
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